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Rússia agora é o segundo mercado para os calçados brasileiros

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Comprando calçados de alto valor agregado, com preço médio de US$ 20,7, os russos praticamente dobraram suas compras do Brasil no comparativo com o mesmo mês de 2012. Só no primeiro mês deste ano foram embarcados 534,5 mil pares para Rússia, que renderam mais de US$ 11 milhões, praticamente o dobro do ano passado, quando foi embarcado o equivalente a US$ 5,7 milhões. Com isso, a Rússia, que terminou o ano passado na 11ª posição no ranking das exportações de calçados, passou para o segundo posto, perdendo apenas para os Estados Unidos.

No comparativo com o mesmo mês de 2012, em dados gerais, a exportações aumentaram 14,5% em pares (11,17 milhões ante 12,8 milhões) e decresceram 0,7% em faturamento (US$ 99,85 milhões ante US$ 99,1 milhões).
 
Destaque
O destaque do mercado russo para os calçados brasileiros nem chega a ser surpresa para a Abicalçados, que anteviu o potencial daquele País em estudo recente realizado para apoiar os associados da entidade. Para o coordenador da Unidade de Projetos da Abicalçados, Cristiano Körbes “o mercado russo é predominantemente importador e possui uma economia crescente, o que nos dá uma margem de oportunidade bastante expressiva”. Ele ressalta que a entidade lançou uma pesquisa sobre o mercado russo que poderá auxiliar – e potencializar – as vendas praquele País.
 
Ranking
O principal comprador de calçados do Brasil segue sendo os Estados Unidos. Em janeiro, os norte-americanos compraram 1,25 milhão de pares que geraram cifras de US$ 16 milhões (queda de 11,4% e 5,1% respectivamente). Já o valor médio do calçado exportado para lá aumentou 7,1% (de US$ 11,90 para US$ 12,74). O terceiro posto continua com a França, que vem aumentando seus embarques desde o ano passado. Os franceses compraram 1,6 milhão de pares que, a um preço médio de US$ 5,35, renderam US$ 8,63 milhões.
 
A Argentina, que já foi o segundo principal destino para o produto nacional, caiu para o quarto posto, comprando o equivalente a US$ 4,77 milhões (173,4 mil pares), 38,8% menos do que no mesmo período de 2012.
 
Estados
No primeiro mês de 2013, os gaúchos, principais exportadores de calçados do Brasil, tiveram uma leve recuperação com relação a 2012, embarcando 1,56 milhão de pares que, a um preço médio de US$ 26,62, geraram faturamento de US$ 37,2 milhões. O aumento foi de 14,7% em pares e 2,4% em dólares. O Rio Grande do Sul respondeu por 37,5% das exportações totais de calçados no período.
 
O segundo principal exportador foi o Ceará, que embarcou 6,7 milhões de pares que, com preço médio de US$ 5,07, renderam US$ 34,2 milhões. As quedas foram de 21,1% em receita e 4% em pares. A Paraíba aparece na sequencia, com 3,36 milhões de pares embarcados que geraram faturamento de US$ 11,4 milhões. Os paraibanos dobraram os índices de exportação de calçados no comparativo com o mesmo mês de 2012.
 
No quarto posto, São Paulo aparece com 398 mil pares embarcados, que geraram US$ 8,2 milhões (incrementos de 38% e 30,7% respectivamente). Completam as primeiras posições do ranking, Bahia (US$ 4,2 milhões), Sergipe (US$ 1,25 milhões), Minas Gerais (US$ 588 mil), Santa Catarina (US$ 519 mil), Pernambuco (US$ 513 mil) e Espírito Santo (US$ 320 mil).
 
Importações
Já a entrada de calçados estrangeiros no Brasil seguiu a tendência de alta verificada no ano passado, quando fechou com incremento de 19%. No primeiro mês de 2013 foram importados 3,27 milhões de pares de calçados pelos quais foram pagos US$ 52,2 milhões. O aumento foi de 13,6% em pares e 12% em dólares.
 
As origens seguem sendo Vietnã (US$ 29,6 milhões), Indonésia (US$ 9,8 milhões) e China (US$ 3,7 milhões). Neste ranking, chama atenção países como Camboja e Taiwan, que aumentaram seus embarques em 7.000% e 35.400% respectivamente.
 
Cabedais
O primeiro mês do ano também registrou o aumento da entrada de partes de calçados e cabedais (parte de cima do calçado). O incremento foi de 25,6% em partes (US$ 3,37 milhões) e 54,3% em cabedais (US$ 6,8 milhões).
 
Para o diretor executivo da Abicalçados, Heitor Klein, os dados apontam para a persistência do movimento de queda nas exportações que vem sendo registrado há dois anos. “Ao mesmo tempo crescem as importações. Acredito que, ao manterem-se as condições macroeconômicas do Brasil, apesar da lenta recuperação dos mercados consumidores, o ano de 2013 será tão difícil quanto o anterior”, ressalta.
 
Fonte: Abicalçados
 

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